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José Rebelo

José Rebelo





Nascido em 25 de Abril de 1945, José Manuel Rebelo Guinote iniciou a sua carreira de jornalista aos 22 anos no jornal "Republica", onde permaneceu durante os anos de 1967 e 1968. Em França, para onde partiu em 1969, licenciou-se em Sociologia da Informação pela Universidade de Direito, Economia e Ciências Sociais de Paris e obteve o "Diplôme d'Études Appronfondies" (especialidade de Ciências da Informação) na Universidade de Paris-Sorbonne.
Entrou para o "Le Monde", em 1972, como "Chargé d'études". Quando se deu o 25 de Abril, era director comercial adjunto do diário françês. Em Janeiro de 1975 veio, pela primeira vez, a Portugal, como enviado especial. Assumiria, depois, as funções de correspondente, que manteve até 1991.
José Rebelo procurou conciliar a carreira de jornalista com a de professor. Em 1973, deu um curso de Civilização Portuguesa na Universidade de Paris III. De 1983 a 1989, assegurou a regência das cadeiras de Sociologia da Comunicação, Discurso dos Média e Géneros Jornalísticos na faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Doutorou-se em Sociologia pelo ISCTE, em Janeiro de 1998, com uma dissertação intitulada Contribuição para o estudo das práticas discursivas do salazarismo tendo-lhe sido atribuída a classificação "aprovado com distinção e louvor".
Actualmente é Professor Auxiliar no ISCTE onde lecciona as cadeiras de Sociologia dos media (4º ano da Licenciatura em Sociologia), Práticas Discursivas e Sistema dos Média (Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação).
É ainda colaborador residente da RTP no programa "Acontece" e director da Colecção Mesa Redonda da Editora "Livros e Leituras".
Na sequência das eleições autárquicas de 1985, José Rebelo experimentou uma breve passagem pela política como Vereador da Informação e Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, terra natal de seus pais e avós.
Dos muitos textos que publicou, destacamos: "Situations et perspectives de la Presse Portugaise: de la censure à la «Libéralisation»", dissertação de licenciatura, ed. policopiada; "A greve geral na Imprensa de Lisboa", Revista de Comunicação e Linguagens, Nº8, Lisboa, 1988; "Pluralismo e televisão privada", Actas de um Colóquio internacional organizado pela Alta Autoridade para a Comunicação Social, Lisboa, 1992; "No primeiro aniversário da televisão privada em Portugal" Análise Social, Nº 122, Lisboa, 1993 "Os caminhos sinuosos do audiovisual na Europa", Vértice, Nº 67, Lisboa 1995; "Os media e a violência", Noesis, Lisboa, 1995.

Todos estes textos podem ser fornecidos por nós mediante pedido feito por email.




Foi um dos jornalistas que, na imprensa internacional, mais escreveu sobre o "Caso República". As suas opiniões provocaram forte controvérsia, em particular nalguns sectores do partido socialista português.
No livro 25 de Abril nos media internacionais, organizado em conjunto com Mário Mesquita, José Rebelo responsabiliza o PS pelo prolongamento da crise no «República» que lhe serviria de pretexto para impôr a "legitimidade eleitoral" recem conquistada nas urnas. Directamente visado pelo PS como verdadeiro mentor da ocupação do jornal, o PCP não disporia, segundo José Rebelo, de grande espaço de manobra: por um lado, não comandaria os elementos empenhados na luta contra a direcção e a redacção maioritariamente socialista (aqueles que se identificavam com o partido comunista teriam abandonado o «República» alguns meses antes da eclosão do conflito); por outro lado, estaria impossibilitado de manifestar qualquer posição crítica, susceptível de ser entendida como um "virar as costas à classe trabalhadora".
Ainda segundo José Rebelo, o governo encontrar-se-ia numa situação algo semelhante: intervir directamente na resolução da crise, num sentido favorável ao poder legalmente constituído na empresa, implicaria confrontar-se com o então denominado "poder popular"; não intervir, implicaria aceitar a radicalização da crise política interna e o agravamento da imagem negativa de Portugal no plano externo.






O Caso República
1997 - Lisboa, Portugal

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Trabalho realizado por:
Pedro Miguel Guinote
Rui Miguel Faias
Mário Rui Nicolau