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Células mutantes por Carlos Fonseca

As velhas células não disseram ainda a sua última palavra: os cientistas deram o golpe de misericórdia à anterior noção canónica de que, uma vez tornadas adultas, as células ficariam intrínsecamente ligadas à sua identidade.
As experiências realizadas em ratos e humanos que receberam enxertos demonstraram que as células adultas, de certas partes do corpo, se transformaram num grande número de tipos de células diferentes.

Se se tornar possível controlar este processo de mudança de identidade, poder-se-á utilizar células adultas sãs para reparar tecidos danificados por ferimentos ou doença.

As técnicas de clonagem permitira, igualmente, conceber o embrião de gauro, boi selvagem em vias de extinção, originário da India e do Sudeste da Ásia, uma première mundial que poderá abrir a via para outras tentativas de salvar espécies ameaçadas.

No decurso de outras clonagens bem sucedidas realizadas em porcos é bem possível que se tenha aberto uma nova via para a descoberta de uma nova fonte de órgãos necessários à realização de enxertos.

*** Na pequena aldeia gaulesa cujo chefe, superiormente protegido, receia que o céu lhe caia em cima da cabeça, o pequeno gaulês de espírito guerreiro e sagaz, ficou admirado com as confidências do carregador de menires, seu inseparável companheiro. Matutou na ideia peregrina que tanto interessava o seu companheiro que resolveu tomar a iniciativa de ir direito a casa do venerável druída, o do caldeirão, que é um incansável estudioso e consagrado investigador de várias mágicas poções. Pois pedira-lhe o volumoso carregor de menires, que se bem se lembram, caíu no caldeirão da poção mágica quando ainda era pequenino, muito simplesmente, que lhe explicassem como deveria fazer o enxerto para transformar os suinos do chiqueiro do seu quintal em esplêndidos, luzidíos e saborosíssimos... javalis!...



Carlos Fonseca
Texto inserido em:12/12/2002



Carlos Fonseca



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